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Bluesky registra explosão de 2 milhões de usuários no Brasil

Reprodução/Bluesky

A plataforma se destaca na corrida com concorrentes culturais e tecnológicas

A transformação digital e a busca por alternativas em redes sociais estão em alta no Brasil, especialmente após bloqueios em plataformas como o X. Nesta atmosfera, o Bluesky emergiu vibrante, atraindo 2 milhões de novos usuários somente na última semana. Essa onda não é apenas um número; é um sinal claro de que a democratização das redes sociais está em curso.

Na segunda-feira (2), a rede social Bluesky anunciou com entusiasmo que alcançou um marco notável de 2 milhões de novos usuários, segundo a própria empresa. A recepção calorosa se refletiu na mensagem: “DOIS MILHÕES de pessoas novas na última semana! Uma calorosa recepção a todos! 🤗” Estabelecendo-se como uma das plataformas mais baixadas nas lojas de aplicativos, o Bluesky compete lado a lado com o Threads, da Meta.

Atualmente, a Bluesky conta com mais de 7,6 milhões de usuários, embora ainda paire uma incerteza sobre sua representação legal no Brasil. A equipe de comunicação da plataforma está em contato para esclarecer esse ponto. Simultaneamente, a Bluesky ocupa o topo das paradas na Play Store e na App Store, destacando-se como a mais popular entre os usuários de smartphones.

Jay Graber, presidente-executiva da Bluesky, celebrou a adesão significativa e reconheceu o papel dos brasileiros, que foram os primeiros a se unirem à plataforma, desde seu beta em abril. Ele afirmou: “Os brasileiros foram o primeiro grande grupo de usuários a se juntar quando o Bluesky entrou em beta em abril passado — estamos muito felizes em poder apoiar todos que estão se juntando agora!

A popularidade do Bluesky cresceu após as limitações impostas por Elon Musk, que restringiu a leitura de tuítes para usuários não verificados no X. Essa situação empoderou os usuários a buscar alternativas mais abertas e inclusivas.

Mas o que é realmente o Bluesky? É uma plataforma de rede social com uma interface semelhante ao Twitter, mas com a inovação de ter uma estrutura descentralizada. Diferentemente das redes centralizadas como o X, o Facebook e o Instagram, que são controladas por uma única empresa, o Bluesky opera sob um padrão chamado AT Protocol, permitindo que outras pessoas desenvolvam suas próprias redes sociais.

A comparação é clara: assim como um e-mail, onde você pode se comunicar através de diferentes provedores, o Bluesky propõe um formato que fomenta a liberdade e a flexibilidade entre plataformas. O protocolo estabelece um padrão de identidade de usuários, seguidores e dados, promovendo um ambiente de interação mais fluido.

O aplicativo é tecnicamente semelhante ao X, permitindo a postagem de “skeets” (a versão da plataforma para tuítes), com até 300 caracteres, e funções de seguir, curtir, comentar e compartilhar conteúdos. Essa familiaridade, aliada à sua proposta inovadora, pode ser a chave para sua ascensão e consolidação no mercado.

A explosão de usuários do Bluesky não é apenas uma estatística; reflete uma busca crescente por alternativas que priorizam liberdade e diversidade. Enquanto as dinâmicas das redes sociais evoluem, a adesão ao Bluesky demonstra que os usuários estão cada vez mais engajados em promover um espaço digital que respeite sua voz e suas escolhas.

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